sexta-feira, 1 de julho de 2011

Escola realiza Festival de Vídeo em Caruaru

Os professores da EREM Dom Miguel de Lima, de Caruaru, já definiram o regulamento do IV Festival de Vídeo, a ser realizado em outubro de 2011. Os roteiros dos curtas metragens devem estar afinados com o tema central do evento: Direitos Humanos e Cidadania e os interessados podem se inscrever em três categorias: ficção; vídeo clipe e documentário. Mais informações http://erdom.blogspot.com e pelos emails professoredvaldo@ig.com.br e escola_ref_dom_miguel@hotmail.com

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Formação em Cinema no Recife

Aproveitamos para divulgar as informações enviadas pelo Marcone, integrante do Laia de Camaragibe. (http://cineclubedalaia.blogspot.com)

CURSO AUDIOVISUAL E PRÁTICAS SOCIAIS


A rede Coque Vive oferece a estudantes da UFPE, e demais interessados, um curso que problematiza o audiovisual através de diversas perspectivas teóricas: as práticas do campo do documentário, as práticas do jornalismo televisivo, além de suas relações com o consumo e com a questão do poder na nossa sociedade. Trata-se de estimular uma compreensão da produção audiovisual através da discussão de seus aspectos ético-estéticos e sócio-históricos, tomando-o como instância de transformação capaz de agendar e de fazer circular socialmente diferentes valores.
O curso está dividido em 4 módulos temáticos, de 8h cada. Cada módulo inclui dois tipos de encontro: uma aula expositiva, e a exibição e o debate de um produto audiovisual em articulação com a programação do Cine Coque. O curso inclui ainda palestra com realizadores de audiovisual conhecidos nacionalmente, totalizando uma carga horário de 40h.
As inscrições devem ser feitas via email (cineclubecinecoque@gmail.com) e os interessados devem enviar um pequeno currículo (5 linhas) juntamente com a indicação de um produto audiovisual e a justificativa para tal escolha (máximo 10 linhas). Ao final do curso, os participantes deverão produzir um comentário crítico a respeito de uma produção que aborde alguma das questões trabalhadas ao longo dos módulos temáticos. Os cursistas que cumprirem 70% da carga horária total do curso e realizarem a produção final receberão um certificado de participação.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
Módulo 1 – Audiovisual e Práticas documentais
19/08 (tarde): Aula expositiva: professora Cristina Teixeira (DCOM/PPGCOM)
26/08 (tarde): Exibição crítica de filme no Cine Coque. Mediador: Vinícius Andrade (mestrando PPGCOM)

Módulo 2 – Audiovisual e Práticas Telejornalísticas
16/09 (tarde): Aula expositiva: professora Yvana Fechine (DCOM/PPGCOM)
23/09 (tarde): Exibição crítica de filme no Cine Coque. Mediador: João Vale Neto (Secretaria de Cultura PE, Projeto Coque Vive)

Módulo 3 – Audiovisual e Consumo
21/10 (tarde): Aula expositiva: professora Maria Eduarda da Mota Rocha (DCS/PPGS)
28/10 (tarde): Exibição crítica de filme no Cine Coque. Mediador: Ridivanio Procópio da Silva (Movimento Arrebentando Barreiras Invisíveis)

Módulo 4 – Audiovisual e Poder
11/11 (tarde): Aula expositiva: professor Alexandre Simão Freitas (DAEPE/PPGE)
18/11 (tarde): Exibição crítica de filme no Cine Coque. Mediadora: Carolina Dantas (doutoranda PPGCOM)

SERVIÇO:
O quê: Curso Audiovisual e Práticas Sociais
Quando: agosto a novembro (2011) com dois encontros por mês
Onde: auditório do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) – Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE
Carga horária: 40h
Vagas: 40
Inscrições: 13 a 30 de junho (por email)

Fotos de Camaragibe

Turma de Camaragibe com Raquel do Monte
Integrantes do cineclube da Laia participaram do curso





Resenha – Menino de Engenho, de Walter Lima Júnior

História e saudade

A obra Menino de Engenho fez sucesso tanto na literatura quanto no cinema brasileiro. Coincidentemente foi a primeira produção de dois grandes nomes: José Lins do Rego e Walter Lima Júnior. O livro lançado em 1932 e o filme em 1965 determinaram a carreira brilhante de seus produtores.
Carregada de saudosismo, a história mostra a trajetória de um garoto que passa sua infância num engenho de açúcar nordestino dentro de um contexto cultural e econômico que mostra o processo de industrialização da produção açucareira.
A paisagem natural ampla da fazenda, a linguagem crítica sobre a sociedade e a abordagem do contexto histórico-social evidenciam a relação dos trabalhos de Walter com o Brasil, além de mostrar sua capacidade de dar veracidade a seus personagens.
José Lins do Rego fez uma obra memorialista, mas a reprodução deste trabalho para o cinema mostra o olhar de alguém com uma visão crítica de toda aquela situação. Em alguns pontos do filme, isso pode ser observado claramente, pois apresenta um tempo diferente do abordado no livro: já com luz elétrica e a proibição de escravos no tronco.
Filmado em preto e branco no Engenho de Maria Menina, mulher que criou José Lins do Rego, o filme se desenvolve a partir do impacto do assassinato da mãe de Carlinhos (personagem vivenciado por Sávio Rolim) pelo seu pai, fator que resulta na ida do menino para Santa Rosa, fazenda que pertencia ao seu avô materno, o coronel José Paulino (interpretado por Rodolfo Arena).
No engenho, aos cuidados dos avós e dos tios, Carlinhos descobriu a realidade do nosso país e conviveu harmoniosamente com ela: conheceu a desigualdade social; quase partiu para o cangaço; relacionou-se com primos extrovertidos e libertinos; perdeu a prima Lili, por quem nutria uma forte afeição; presenciou a violência da natureza, com a cheia do Paraíba; descobriu o amor pela prima Maria Clara, que durou pouco, até a volta da menina para o Recife; viveu de forma desregrada; e, por fim, como punição pelas suas libertinagens, o garoto foi enviado para um colégio longe da paradisíaca liberdade da fazenda em um trem deixando Santa Rosa e iniciando um período de lembranças, saudades e expectativas.
O filme ganhou importantes premiações no Brasil e no exterior e foi sucesso de bilheteria em todo país. Hoje, está na lista dos clássicos da cinematografia brasileira.

Flaviana América Silva Dantas de Souza. Professora de Língua Portuguesa das escolas estaduais Rachel Germano Azevedo de Lira, em Paudalho, e Profª. Alice de Barros Maurício, em Camaragibe.
Especialista em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa.

Resenha - Durval Discos, de Anna Muylaert

O filme tem como trama um vendedor de discos de vinil que se recusa a aderir ao novo mercado de vendas de cd’s. É solteirão e mora com sua mãe no sobrado da loja. Suas vidas tomam rumos inesperados com o aparecimento, em sua casa, de uma criança que fora deixada pela sua empregada.

O enredo do filme possibilita refletirmos sobre questões relacionadas a mudanças e permanências. Percebe-se nas personagens uma resistência ao novo e certa nostalgia com o passado revelado, inclusive, na forma como ele mantem o seu visual. Por outro lado, a própria mãe resiste à necessidade de ter alguém para lhe ajudar no serviço de casa utilizando, inclusive, a remuneração baixa para dificultar a contratação.

As escolhas que os personagens fizeram os levaram ao isolamento, sendo também compartilhado com a vendedora de sorvete ao lado da loja que busca o refúgio na loja para fumar, possibilitando-nos entender como a metáfora da fuga se aplica em muitos desejos, até no vício de fumar. No entanto, o aparecimento de uma criança mostra o outro lado da vida, é como um renascer tanto para a mãe como para o filho. A mudança se traduz na forma como passam a aceitar a criança como parte da família.

A falta de algo em suas vidas é completada com a presença da criança. Mas, como tudo que é novo seduz e é motivo de apreensão, medo e até angústia, a reviravolta em suas vidas será confirmada com a notícia de que a criança tinha sido sequestrada pela empregada, que não passava de uma bandida. A impossibilidade da senhora de encarar a perda da menina leva-a a progredir na insanidade e a assassinar a amiga do filho descobre a verdadeira história da criança. O bizarro e surreal se concretiza quando a mãe coloca um cavalo no quarto para a criança brincar e a deixa pintar a parede com o sangue da moça morta.

As incertezas sobre as ações a tomar, diante de tanto caos, se traduz na angústia do personagem e na interpretação corporal do mesmo, permitindo o questionamento: como deixou tudo isso acontecer? A coragem de chamar a polícia para acabar com tanta confusão remete a ideia de liberdade, principalmente quando sai da casa, mas não é preso.

A cena final de demolição da loja e casa nos remete a mudança radical. No entanto, percebe-se que não há participação do personagem no cenário, deixando-nos indagações: será que realmente houve mudança no seu interior?

Acredito que o filme nos remete a essas questões psicológicas, filosóficas e históricas sobre o homem em convívio consigo e com os outros, a dor de perceber que para crescer ou mudar é necessário encarar as perdas, os erros, sendo inevitável o sofrimento, mas até que preço?

Philonila Cordeiro, Professora de História e Filosofia da EREM Silva Jardim.

Fotos de Jaboatão dos Guararapes


A professora Raquel do Monte e


a turma de professores na EREM Rodolfo Aureliano.

Resenha - Tapete Vermelho, de Luiz Alberto Pereira


O cinema nacional deve muito ao sertanejo. Quando menos se espera, o sertão aparece. Esquecido, escamoteado, disfarçado, o sertão é um segredo. O oculto, a causa, o que está fora ou o sagrado. Quando sua perda se oficializa, o sertão que é a arte, o camponês, a paisagem, é que o descobrimos. O cinema nacional caipira enfrentou durante décadas uma crítica ferrenha e sobreviveu, por uma comunicabilidade mágica com seu povo pouco letrado. Grande parte das produções brasileiras das décadas de 60, 70 e 80 que se tornaram sucesso de bilheteria tinha o sertanejo como temática ou então ídolos da cultura local, como Sergio Reis e as duplas Milionário e José Rico e Tonico e Tinoco. Mas, sem dúvida, ninguém incorporou melhor o espírito caipira do que Amâncio Mazzaropi. Em um mercado cinematográfico frágil, com produções carentes de bilheteria e distribuição, produziu e atuou em mais de 30 filmes. Sempre retratando a pureza do homem do campo – o jeca tatu, sua maior expressão – levou mais de 20 milhões de espectadores aos cinemas ao longo de sua carreira. Mais do que justo que um cineasta como ele recebesse uma justa homenagem. Tapete Vermelho poderia ser uma boa oportunidade. Poderia. Os elementos para o resgate foram reencontrados. A beleza das paisagens do interior brasileiro, em especial o interior paulista, a ótima trilha sonora, uma produção de qualidade e um dos melhores atores brasileiros da atualidade - Matheus Nachtergaele. Então, o que há de errado? Mazzaropi foi um gênio. Sua caricaturização do caipira era autêntica, original. Nachtergaele compõe seu personagem de maneira correta. Porém exagera, até parecer demasiado forçado em algumas cenas. O que é uma pena, pois certamente era essa a intenção, o estereótipo. O roteiro parte de uma premissa inteligente. O caipira que irá fazer de tudo para cumprir uma promessa a seu filho e levá-lo para ver um filme de Mazzaropi no cinema. Mas a maneira como a história se desenvolve parece um tanto apressada. Ou melhor, forçada. Em meio a esquetes inteligentes, os fatos acontecem repentinamente, sem muita lógica ou rodeios, para que a história possa caminhar. Nem sempre de maneira convincente. Rosa Maria Nepomuceno, uma das autoras, tem um trabalho brilhante no resgate da cultura sertaneja. E demonstra isso na ambientação da história. Mas seus méritos param por aí. Os diálogos parecem frágeis e a condução da história em seus pontos de virada apressada.  Aliás, essa pressa é nítida na fala e em alguns planos dos atores, que não convencem e parecem não ter se preparado (ou terem tido o tempo necessário) para compor seus papéis (a cena do pescador que mantém um diálogo com Matheus e seu filho é um exemplo). A maneira como o campo mudou nessas últimas décadas é mais um bom motivo para se ver o filme. Ela está presente, em diversos detalhes, ao longo do filme. Mais aí surge um novo problema. A abordagem sobre a reforma agrária, através do MST é válida. Mas, novamente, forçada e deslocada. O filme não decola justamente por não se decidir em ser crítico ou ser caricato. Tenta fazer os dois e acaba por não fazer bem nem um nem outro. Gorete Milagres é uma exceção e conduz seu personagem – a esposa de Quinzinho – com muita segurança, na medida certa, como faz com seu principal sucesso, a Filomena, que a revelou como grande humorista na televisão. A intenção de Tapete Vermelho era ótima. O resultado, nem tanto. Mazzaropi merecia coisa melhor. E como Quinzinho, também queremos ver os filmes do verdadeiro Mazzaropi no cinema. E não precisa nem de tapete vermelho.

Maciel de Oliveira, Professor de Português da EREM Rodolfo Aureliano,  Jaboatão dos Guararapes.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Última semana do Curso de Cinema no Brasil

Na segunda-feira estaremos em Camaragibe para concluir o projeto Curso de História do Cinema no Brasil.

Data: 30/05 a 3/06, das 18 às 22h 
Local: Escola Carlos Frederico, R. Oscar André de Albuquerque, 118 


Se você não mora e nem conhece muito bem Camaragibe, saiba como chegar na escola, onde será o curso:


A escola de referência Prof. Carlos Frederico fica no bairro Timbí, em Camaragibe.  Seguir pela Av. Belminio Correa e após o metrô de Camaragibe, pegar a  primeira rua à esquerda no sinal, antes do posto Shell. A escola pode ser identificada por um portão azul do lado direito, nesta rua passa o ônibus para Santa Mônica.


Qualquer dúvida basta ligar para escola: (81) 3458-2981


Resenha - São Bernardo, de Leon Hirszman

São Bernardo: o céu e o inferno de Paulo Honório

O filme de Leon Hirszman baseado no livro de Graciliano Ramos, São Bernardo de 1934, procura ser o mais fidedigno possível ao texto, com isso o filme tem uma narrativa bem objetiva e os atores são sempre muito restritos em suas ações. O enquadramento das cenas, quase sempre, é fechado nos personagens, porém nas cenas em que apresentam paisagens ela amplia a sua abertura.

A história do livro é sobre as memórias de Paulo Honório, sendo assim o que temos é o olhar do personagem sobre essas reminiscências de uma forma bem subjetiva e intimista. Diante do exposto temos, a seguir, alguma considerações sobre o filme, que mostram apenas um recorte captado pelo espectador que escreveu essas linhas.

Realizar os nossos sonhos e objetivos nos dar o sentido de viver, porém, nem sempre ao alcançá-los parece que conseguimos a tão desejada realização. Talvez muitos fatores vão se colocar em nossa frente e quando os caminhos seguidos para atingi-los não se preocupam com os meios, então...

Ao conseguir a posse tão almejada da Fazenda São Bernardo Paulo Honório conseguiu atingir o maior objetivo da sua vida, mesmo que tenha sido de uma forma um tanto desonesta. No entanto ainda lhe faltava alguma coisa, isto é, um herdeiro e consequentemente uma esposa. Esta ele conseguiu como se estivesse fazendo um negócio, como tudo em sua vida.

A chegada de Madalena na fazenda faz com que o confronto comece a aparecer, isto é, de um lado um homem forjado na dureza de suas idéias de latifundiário e do outro a figura da mulher que parece ser frágil, no entanto essa fragilidade é apenas física, pois a mesma possui pensamentos bastante avançados para a época. Quando ela aceitou o casamento com Paulo Honório viu uma perspectiva de mudança em sua vida medíocre de professora. 

Paulo Honório, apesar de sua esperteza, colocou dentro da fazenda o antigo dono dela: Padilha. Madalena e Padilha se unem nos pensamentos avançados e parece que o objetivo de Padilha era outro, no sentido de que ele não tinha nada a agradecer a Paulo Honório e queria ver sua decadência.

O ciúme doentio se apossa de Paulo Honório e a morte de Madalena, por motivo de doença, parece que iria trazer uma luz na escuridão em que vivia a alma de Paulo, porém o mesmo entra em um estado de letargia e sofrimento, em suas noites ele pensa que poderia ter sido tudo diferente se ele tivesse agido de forma diferente.

A máxima popular “pau que nasce torto morre torto” nos aparece nos últimos pensamentos de Paulo Honório, pois ele conclui que se pudesse voltar ao passado tudo iria ser igual ao que foi, porque ele não mudaria e agiria do mesmo modo.

Marcilio Martins de Oliveira. Professor de Matemática da Escola Estadual Antonia Cavalcanti, Caruaru / PE. Professor da Faculdade de Formação de Professores de Belo Jardim/FABEJA.

Mestre em Ensino de Ciências e Matemática. Advogado. 

Resenha 2 - São Bernardo, de Leon Hirszman

Espelho de um conflito humano

Ao assistir este filme devo confessar meu mal estar. Mal estar físico mesmo. Senti-me cansada, um peso enorme sobre meus ombros e um sentimento inquietante de fragilidade. O que forma o ser humano? Em que momento nos perdemos? Até que ponto nossas ações atingem o outro? Tantas coisas acontecem que endurecem nossos corações e nem mesmo percebemos.

Seu Paulo tinha um sonho, desejava possuir a fazenda em que ele trabalhou tão arduamente quando menino. Uma busca pela superação de si mesmo. Um menino que não possuía nada, nem mesmo família, um dia se tornar o dono do lugar que traz tantos símbolos de grandeza para ele. Sim, superação ele queria, e para isso ele não mediu esforços e sacrifícios, sacrifícios esses não só do próprio Paulo Honório, mas daqueles a sua volta.

Seu Paulo somos nós, com nossos padrões do que é vencer pré-estabelecidos, com nossos olhos naquilo que não temos. Do que temos coragem de abrir mão para consegui-lo?

Muitas vezes abrimos mão de nossa própria humanidade, da nossa capacidade de nos compadecer e nos ver semelhantes aos outros e o próximo torna-se apenas um concorrente, uma pedra no caminho, um degrau, um acessório. Formas sem rostos ou sentimentos, avaliados de acordo com o quão atrapalham ou auxiliam em nossos planos. “São apenas bichos, nasceram bichos, morrerão bichos”.

Não percebemos o quão fechados estão nossas mentes e corações na busca cega do que “achamos” que precisamos e deixamos nos perder. Nossos olhos estão fechados para a nossa Madalena. Madalena que é a compreensão, a doçura, o amor, a simplicidade. Não há lugar para Madalena em nossas vidas, mas ela esta lá, sendo negligenciada, sufocada. Sua presença causa desconforto por que não a compreendemos mais. Mas nós a queremos desesperadamente.

Agora chegamos ao conflito maior, pois todas as certezas que tínhamos foram confrontadas.  Faz parte do ser humano amar, mas nós nos deixamos esquecer disto pelo mundo competitivo em que todos são meus inimigos, e ai é tarde demais, Madalena já se foi e tudo que queríamos tanto, sem o afeto, a compreensão, a proximidade com o outro, já não possui mais sentido.

Esse filme é o retrato do que vivemos hoje. Foi, é e será sempre difícil e impactante de se ver porque retrata a jornada de um personagem impressa na nossa própria e nos mostra o fim que poderemos chegar, teremos tudo e estaremos vazios e sós.

Aline Oliveira da Silva. Estudante do curso de Design na Universidade Federal de Pernambuco - Campus Acadêmico do Agreste, Caruaru/PE.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Resenha - Viajo porque preciso, Volto porque te amo, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes

 
Um road movie instigante,sensível,maravilhoso que nos deixa ser o protagonista,uma vez que o personagem narra o tempo todo sem aparecer diante da câmera subjetiva de um diretor que nos arrebata com inteligência e inovação. A paisagem seca,árida do sertão harmoniza-se com o deserto interior de José Renato, geólogo que está  viajando a trabalho, avaliando o possível percurso do canal da transposição do Rio São Francisco.


A trilha sonora interage bem com a saudade da "galega" que é botânica e gosta de flores... Ele gosta de pedra...Talvez daí o "pé-na-bunda" que levou dela? A monotonia toma conta. Ele tenta fingir que ela o espera em casa, até que a realidade nua e crua dos aspectos físicos e emocionais da vida nos rincões sertanejos, o toca.

Além do necessário para seu trabalho, José Renato grava o que vê, então experimentamos sensibilidade e delicadeza com belas e reflexivas imagens que revelam o potencial e latente impulso do viver verdadeiramente uma "vida-lazer” (ter uma casa filhos e alguém que esteja sempre presente) com que sonha a prostituta e todos nós.

A imagem meio surreal do colchão jogado ao léu,colorido,florido num chão seco, uma árvore resistente, algumas cabras. Uma possível noite úmida com alguém. Um menino que cheira a "testosterona". Um casal que dança com seu bebê nos braços. A feira de Caruaru em meio ao caos da arrumação... Há roda gigante, circo e naturalmente estrada com bela e mutante luz.

José Renato viaja porque ama. Não cura a dor,mas "alivia o juízo",e talvez não volte, ou só quando o dever chamar. O que ele vê o leva à transcendência. Viajando suplanta o deserto afetivo e seus temores. As imagens instigantes fazem a gente (ser) tão forte. Saímos de uma estrada físico-emocional árida e seca para uma com bastante água: "Os homens de Acapulco" mergulhando.  E o diretor nos deixa ser um caminho, uma verdade e a vida. 

Rubeneide Araújo – Ceja Cícero Franklin Cordeiro - Arcoverde/PE

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Confirmado locais dos cursos na Grande Recife!


Ambas escolas, divulgadas por email e através do blog, estão prontas para receber nas próximas semanas os participantes do curso de cinema na região metropolitana. As informações seguem abaixo:


Jaboatão dos Guararapes - 23 a 27/05, das 18 às 22h
Escola Rodolfo Aureliano, Pça Nossa Sra do Rosário, 665
Telefone da escola: 3481-0246

Camaragibe - 30/05 a 3/06, das 18 às 22h 
Escola Carlos Frederico, R. Oscar André de Albuquerque, 118 
Telefone da escola: 3458-2981

terça-feira, 10 de maio de 2011

Resenha – Deserto Feliz, de Paulo Caldas

O DESERTO NOSSO DE CADA DIA

O sertão nordestino ocupa um importante espaço no universo cinematográfico nacional. Seja pela busca por uma denúncia social panfletária ou através da representação do “universo popular armorial”, esta região inspirou (e ainda inspira) a sétima arte em diversos ciclos da história do cinema brasileiro que apresentam diversos olhares sobre este espaço.
“Deserto feliz” é uma obra significativa ao fazer menção ao cunho regional imerso na universalidade: o conflito existencial das personagens não se encontra fincado na aridez do sertão, ultrapassando fronteiras geográficas. Sendo uma co-produção entre Brasil e Alemanha, o filme estreou no Festival de Berlim em 2007, conquistando importantes prêmios em festivais nacionais e internacionais.
Provocativo, o filme foi exibido na 3ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América Latina, organizado pela Fundação Joaquim Nabuco, em 2008.  A escolha foi pertinente, considerando que o tráfico de mulheres e a exploração sexual têm adquirido cada vez mais visibilidade na pauta contemporânea: denúncias internacionais sinalizam a necessidade de ações conjuntas e táticas de enfrentamento a diversas rotas. Neste sentido, a vivência de Jéssica, menina que abandona o sertão após sofrer constantes abusos do padrasto e sobrevive no Recife através dos ganhos da prostituição, não se limita a uma realidade local. Sua crise existencial é a representação de um deserto interior, onde não é possível florescer esperança em dias melhores.
A linguagem é visceral, agressiva e consonante com a ambientação, incomodando o público mais conservador que fecha os olhos para o seu próprio deserto.  No “Deserto Feliz”, a felicidade torna-se tão efêmera quanto o efeito do álcool e outras drogas que transitam livremente pelos bares e quitinetes brasileiros, ou até mesmo no apartamento alemão.
Se o título do filme faz alusão à felicidade, contraditoriamente, não se materializa no cotidiano das personagens. Por mais que a personagem principal sonhe com a “terra prometida” contida nos versos do tecnobrega. O que permanece é o olhar distante e saudoso da personagem Jéssica, a rota de prostituição que liga o Brasil aos países europeus, a marginalização das populações periféricas que estimulam a incerteza da velhice de tantas “Marias”. Esse deserto nosso de cada dia que parece não chocar tanto quanto o filme de Paulo Caldas.
Incoerentemente, a realidade parece ser suportável, mas quando se transpõe para as telas, a invisibilidade do “ver não vendo” não se torna mais possível, a realidade ressignificada mostra sua mais dura face. O deserto está dentro e diante de nós. E não é nada feliz.

Dayvison Leandro dos Santos, Professor da Escola Estadual São José. Carpina/PE

Dayvison recebe certificado da professora Amanda

segunda-feira, 9 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

AGENDA DOS CURSOS

 Confira as datas do Curso de Cinema no Brasil em seu município!

DIA   HORÁRIO CIDADE LOCAL




09 a 13 de maio  das 8 h  às 12 h Arcoverde GRE Sertão do Moxotó: Arcoverde
16 a 20 de maio  das 8 h  às 12 h Caruaru Escola Vicente Monteiro (pça Julio de Mello)
23 a 27 de maio  das 18 h às 22 h Jaboatão dos Guararapes Escola Rodolfo Aureliano  (em frente ao Shopping Yapoatan)
30 de maio a  03 de junho  das 18 h às 22 h Camaragibe Escola Carlos Frederico (subida de Sta Mônica)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Inscrições para todas as cidades estão encerradas.

Resenha - O Baixio das Bestas, de Cláudio Assis

Baixio das Bestas - Um filme visceral de Cláudio Assis

É um filme brasileiro de 2007, do gênero drama, dirigido por Cláudio Assis. Tendo em seu elenco Mariah Teixeira(Auxiliadora), Fernando Teixeira(Seu Heitor), Caio Blat (Cícero), Matheus Nachtergaele (Everardo), Dira Paes (Dora), Marcélia Cartaxo (Ceiça), Hermila Guedes (Bela), Conceição Camarotti(Dona Margarida), João Ferreira(Mestre Mário), Irandhir Santos (Maninho), China (Cilinho), Samuel Vieira (Esdras).

O segundo filme do diretor a entrar no circuito nacional. Resultando diversos prêmios no festival de Brasília, entre outros. Uma desconfortante e profunda obra sobre os aqueles que vivem longe de grandes centros, sem perspectiva ou mesmo moral que guie suas atitudes. O filme divide-se em três núcleos da mesma comunidade.

Auxiliadora e seu avô, seu Heitor, vivem em situação humilde. Após o abandono da mãe, Auxiliadora ajuda à complementar a renda da casa lavando roupas pra fora e cuidando da casa e de seu Heitor. Esta cerceia qualquer liberdade normal a uma jovem de 16 anos por suas inclinações morais, arcaicas ao mundo atual. Entretanto este mesmo avô obriga a jovem a se exibir desnuda para caminhoneiros atrás de um prostíbulo para ajudar na complementação da renda. É evidente um sentimento de dependência projetado em sua neta gerado pelo abandono da filha. Ele a educa e protege, de acordo com seu ponto de vista, das tentações afora para evitar que ela siga o mesmo rumo da mãe.

Em outra parte temos Cícero e Everardo, criados desde a infância juntos. Everardo teve estudos financiados pela mãe de Cícero, mas desperdiçou a oportunidade com drogas e bebidas. Agora se aproxima de seu colega pra desfrutar dos luxos propiciados pela família de classe média que o vilipendia. Por suas faltas de perspectivas, vivem desregrados reunindo-se em bordeis ou no cinema abandonado da cidade.

No bordel de dona Margarida, trabalha e vive a inconformada Dora. Questionando suas amigas com seus gostos que contrastam com o cansaço de Bela e a apatia de Ceiça. Apesar de gostar de sua profissão, anseia por melhor nível de vida. Sempre desejosa de atenção, reclama do dia-a-dia no bordel, que em poucos momentos lhe proporciona alguma diversão em seu ofício. Acaba gerando muitos conflitos com sua opinião forte. Sai e torna-se presa fácil para os “Playboys da Zona da mata” Cícero e Everardo.

O filme retrata bem as pessoas se degradando em um ambiente de puro abandono e desespero velado. É desconfortante ao espectador ver esta faceta realista do aspecto humano. Mais doloroso é saber que tais histórias representadas ficcionalmente são facilmente cabíveis em regiões de miséria. Estas histórias poderiam ser inseridas numa ficção pós-apocalíptica, pós-guerra ou mesmo em comunidade bárbaras. Difícil é imaginar tais histórias a quilômetros de capitais urbanas ou patrimônios da humanidade.

Em certo momento da trama a queimada da cana trás a paisagem final dessa obra. Pode-se ter a impressão de se estar em um inferno digno das representações descritivas de Dante Alighieri. Os tormentos e torturas exibidos dão a impressão sobre a vida de cada personagem, sejam em maior ou menor grau. Em certos momentos o espectador pode vir a se questionar se as bestas mencionadas no título não seriam os personagens.

Alheio aos dramas dos personagens o filme levanta questões sobre a vida do cortador de cana. Seria errado viver de sua arte? Ou deve ele se reservar ao trabalho de sub-existência? Qual será o rumo daquela comunidade que reside nas decisões da Usina? Em um debate peculiar, regado à cachaça, Maninho e outros participantes discutem se é realmente válido continuar um trabalho miserável ou se deveriam viver apenas do Maracatu rural.

Enfim, em Baixio das Bestas, Cláudio Assis impõe um filme de difícil digestão. Principalmente pelo fato dos personagens serem parte daquela cena desolada e não terem, de forma alguma, como mudar seus destinos. Um filme cruelmente realista e direto.

Icaro Damon, Professor do projeto “Mais Educação”, Escola Cardeal Roncalli,Vitória de Santo Antão - PE

Resenha - Filme Baile Perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas

Re-invenção pop

Beber em antigas fontes, para renascer pleno para a modernidade. Esta talvez seja a premissa básica do filme “Baile Perfumado” de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, ou pelo menos é a sensação que tive, enquanto espectador, ao assisti-lo numa quinta-feira chuvosa, na sessão do “Curso de História de Cinema no Brasil” ministrado pela professora Amanda Mansur na Escola Polivalente, em Vitória de Santo Antão.

Com uma trilha sonora que remete ao período áureo do mangue beat de Chico Science ( o filme é contemporâneo a esta época – 1996/1997 ) e imagens restauradas e únicas de Lampião e seu bando feitas pelo tal mascate libanês Benjamin Abrahão (no filme, vivido pelo ótimo Duda Mamberti ), o “Baile” proporciona ao espectador uma oportunidade única de entretenimento de qualidade e mergulho em parte da vida de uma das mais controversas figuras da história do Brasil: Virgulino Ferreira, o Lampião. Este, que parece “ressuscitar do além” através da caracterização e interpretação de Luiz Carlos Vasconcelos. Não é a toa que muitos tenham assistido ao filme sem perceber que o Lampião original é quem aparece nas imagens em preto e branco. O mesmo vale para a vaidosa Maria Bonita e o resto do bando.

Outro aspecto relevante e que parece ser uma constante na arte nacional pode ser notado na obra: é o olhar estrangeiro para o nosso país. A história é contada pela ótica do libanês Benjamim, o que faz com que os fatos sejam analisados sob a perspectiva de uma nova visão. Assim também foi com a nossa literatura, que tem como marco inicial uma carta, escrita por um português - Pero Vaz de Caminha, sobre o Brasil. Fato que se repete nas primeiras imagens cinematográficas brasileiras, nos primórdios ( assim aprendi no curso itinerante de cinema ).

Desta forma, há um misto de encantamento e estranhamento que pode ser percebido ao longo das falas do personagem central, proporcionando ao público do filme uma reflexão sobre a história do cangaço e sobre a importância de seu líder maior. O Lampião carrasco e sanguinolento, tão difundido ao longo da cultura nordestina, dá lugar a um Lampião pop, deslumbrado com o uísque escocês, o perfume francês e a danada da máquina fotográfica; embalado pelo som do Mestre Ambrósio, do Mundo Livre S/a e da Nação Zumbi.

Essencial para o renascimento do cinema pernambucano contemporâneo. Essencial para os amantes da sétima arte ávidos por obras originais e por propostas cinematográficas diferenciadas. É neste grupo de espectadores que me incluo.

Rodrigo Andrade, Professor de Língua Portuguesa, Escola Senador João Cleófas, Vitória de Santo Antão

Resenha - O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte


A história de Zé do Burro, um humilde agricultor do interior da Bahia que sai do seu sítio, para a capital Salvador, pagar uma promessa feita a Santa Barbara.  Com roteiro adaptado de uma peça teatral escrita por Dias Gomes, “O Pagador de Promessas”, descortina-se em uma dura crítica a nossa sociedade, tendo como base a religião, a imprensa e as autoridades.

Vemos na figura do personagem principal, Zé do Burro, o herói – o homem dotado de virtudes altruístas que o coloca acima dos demais, mas não reconhecendo o mal que o rodeia – por isso mesmo, Zé torna- se um instrumento nas mãos dos outros, para que esses possam aproveitar-se dele em proveito próprio, como a imprensa, que usa o fato dele ter distribuído suas terras a lavradores necessitados, já o colocando como defensor da reforma agrária. O cafetão Bonitão, que finge querer ajudá-lo, mas na verdade o que quer é seduzir sua esposa Rosa e até mesmo a Igreja Católica, que vê na situação uma oportunidade de demonstrar força perante a população e contra os umbandistas.

Zé do burro não consegue entender o por quê de não poder pagar sua promessa, pois o sacerdote responsável pela igreja, Padre Olavo, quando fica sabendo que a promessa foi feita em um terreiro de umbanda, para salvar a vida de um burro, acha heresia por parte de Zé do Burro querer colocar uma cruz “como a que Cristo carregou” no altar do templo religioso.

Interessante frisar como o filme mostra essa característica do povo brasileiro, esse sincretismo existente, onde as pessoas conseguem muitas vezes unir os dogmas católicos, com as religiões de origem africana no seu dia-dia de forma natural, como se fossem uma mesma religião, em especial quando fala-se na Bahia.
Inserido historicamente dentro do movimento do Cinema Novo brasileiro, “O Pagador de Promessas”, mostra de forma marcante as características desse movimento, onde por exemplo a crítica a realidade brasileira de forma crua, sendo esse aspecto mais notado no texto de Dias Gomes onde observamos, o uso de ironias, expressões ou gírias usuais para os personagens retratados, além das interpretações inspiradas do elenco.

O filme não tem a preocupação de mostrar os personagens de forma amena, os mostra de um ângulo realístico brutal, no que concerne as suas personalidades, defeitos e anseios, seja na inocência de Zé do Burro, na intransigência do Padre Olavo, na falta de caráter de Bonitão ou na falta de sensibilidade do povo perante a angustia do protagonista.  Não por acaso ganhador da Palma de Ouro em Cannes e durante anos o único filme nacional a concorrer ao Oscar, filme reflexivo do melhor do cinema brasileiro.

Emmanuel Davison, professor da Escola Cardeal Roncalli, Vitória de Santo Antão-PE.



domingo, 24 de abril de 2011

Curtas de professores são exibidos no curso em Vitória

Professores Estaduais de Vitória de Santo Antão
O Curso de Cinema no Brasil em Vitória de Santo Antão foi marcado por coincidências que motivaram os professores a unir esforços para integrar projetos de cinema entre as escolas. O curso aconteceu entre os dias 11 e 15 de abril, na Escola de Referência José Joaquim da Silva Filho, em Vitória de Santo Antão.

Para o professor de língua portuguesa Rodrigo Andrade, 32, foi uma grata surpresa encontrar João Francisco da Silva, ambos trabalharam juntos há oito anos atrás em uma escola particular. A coincidência fez nascer a vontade de produzir novos filmes com seus respectivos alunos de diferentes escolas estaduais. Ambos professores debateram suas experiências com a turma ao exibirem seus vídeos no último dia de aula em Vitória. 

Um dos curtas foi Brás Cubas - o filme, baseado na obra de Machado de Assis, feito por Rodrigo junto com outros professores e alunos da Escola Estadual Senador João Cleófas. O outro vídeo chamado Stop Bullying foi dirigido pelo professor de história João Francisco da Silva, 36, coordenador do cine escola há três anos, projeto que produziu, mais dois vídeos com 10 alunos da Escola Estadual Madre Lucila Magalhães. Agora com o certificado adquirido ele terá o aval necessário para que o projeto perdure em sua escola

João acredita que o curso é uma rara oportunidade já que, segundo ele, as ofertas de formação gratuita em cinema acontecem muitas vezes na Grande Recife. Durante o curso a professora Amanda Mansur promoveu debates com os participantes, após a exibição de filmes brasileiros como Os Iluminados, de Cristina Leal, e O Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira.  Nas próximas cidades novos filmes serão escolhidos de acordo com o perfil e demandas do público presente.

   Daniela Almeida, 20/04/2011




As aulas foram na Escola de Referência José Joaquim



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Arcoverde e Caruaru terão curso de cinema gratuito em maio

  As inscrições estão abertas para o Curso Itinerante de História do Cinema no Brasil a ser realizado no próximo mês de maio nas cidades de Arcoverde (9 a 13/5) e Caruaru (16 a 20/5).  Com o apoio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura - edital Audiovisual), o curso tem o objetivo de incentivar o professor a usar a linguagem audiovisual como recurso pedagógico em sala.
  Apesar de ser voltado para docentes do ensino regular, o curso de cinema é aberto também para educadores de pontos de cultura, cineclubistas e produtores culturais interessados na sétima arte. As aulas acontecem, nesta semana, em Vitória, e vão até o final de maio, para outras cidades, como Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes, sempre com o apoio da Secretaria Estadual de Educação - Ensino Médio. 
   As aulas serão ministradas pela realizadora audiovisual Amanda Mansur, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que apresentará a riqueza da produção nacional e pernambucana, abordando temas transversais dos filmes apresentados.
  "Os professores do ensino médio se utilizam normalmente de recursos audiovisuais para ilustrar ou aprofundar temas nas disciplinas, mas é necessário valorizar ainda mais este recurso didático, sensibilizando o professor a dar importância à linguagem audiovisual, assim como já reconhecem o valor da leitura e da escrita na formação de seus alunos", disse Amanda.
   Um dos maiores desafios hoje é trabalhar a formação de público e a superação de tradicionais preconceitos envolvendo a produção nacional, mas segundo Amanda é possível reverter este quadro aproveitando que o cinema brasileiro atravessa uma fase de reconquista do seu público, de afirmação de identidade e consolidação estética.  

Daniela Almeida - Assessoria de Imprensa - (81) 8547-3439

Serviço:
Curso Itinerante de História do Cinema no Brasil para Professores
 
ARCOVERDE
09 a 13 de maio │das 8 h às 12 h
CARUARU
16 a 20 de maio  │ das 8 h às 12 h
Local: Gerência Regional de Educação Sertão do Moxotó - Ipanema
Rua Castro Alves, s/nª, São Cristóvão, Arcoverde.
Informações Tel.: (87) 3821-8431

Local: Escola Professor Vicente Monteiro, Praça Doutor Júlio de Mello, Nossa Senhora de Lourdes.
Informações na GRE Agreste Centro Norte, em Caruaru - Tels.: (81) 3719-9532 / 9542         

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Professores de Vitória e Limoeiro terão curso em história do cinema


A primeira cidade a receber o Curso Itinerante de História do Cinema no Brasil será Vitória de Santo Antão, de 11 a 15 de abril, e depois Limoeiro, de 25 a 29 de abril. Patrocinado pelo edital de audiovisual do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), o curso de cinema pretende capacitar professores estaduais através de palestras e exibições de filmes, seguidas de debates. As inscrições são gratuitas e vão até sexta-feira (15/4) nas escolas estaduais de Limoeiro  e pelo  site www.cinecursope.blogspot.com  

As próximas cidades a receberem, até 30 de maio, a equipe do curso de cinema serão Arcoverde, Caruaru, Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes, sempre com o apoio da Secretaria Estadual de Educação - Ensino Médio.  Além de debater temas transversais dos filmes apresentados, a professora Amanda Mansur apresentará um panorama dos principais movimentos cinematográficos e dos diretores brasileiros, buscando incentivar o professor do ensino médio a usar a linguagem audiovisual como recurso pedagógico em sala de aula.

"Serão destacados nos filmes aspectos históricos, geográficos, políticos, sociais e estéticos, o que será um desafio para uma semana.  Após o curso podemos continuar o debate virtualmente através do blog, onde serão publicadas as resenhas críticas dos alunos sobre os filmes", disse Amanda, diretora audiovisual e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Os participantes receberão apostilas para aprofundar os conhecimentos que, segundo a professora Amanda, terá dicas de filmes e sites sobre cinema brasileiro e, ainda, lista de festivais e cineclubes de Pernambuco. O curso é voltado, prioritariamente, aos professores estaduais no contra turno escolar, mas podem participar outros educadores de pontos de cultura e cineclubistas dos municípios contemplados. Os participantes receberão certificado ao final do curso, com carga horária de 20 horas.

Daniela Almeida - Assessoria de Imprensa - (81) 8547-3439

Serviço:
Curso Itinerante de História do Cinema no Brasil para Professores
Mais informações e inscrições: cinecursope@gmail.com ou nos telefones abaixo.

Vitória de Santo Antão
11 a 15 de abril │ das 13 h às 17 h
Limoeiro
25 a 29 de abril  │ das 18 h às 22 h
Local: Escola Polivalente - José Joaquim da Silva Filho, Rua Dr. Demócrito Cavalcanti, Livramento.
Informações na GRE Mata Centro, em Vitória:
Telefone: (81) 3526-8935

Local: Ginásio de Limoeiro - Arthur Correia de Oliveira, Rua Vigário Joaquim Pinto, 732, Centro  (em frente à rodoviária)  .
Informações na GRE Vale do Capibaribe, em Limoeiro - Telefone: (81) 3628-8708









segunda-feira, 21 de março de 2011

APRESENTAÇÃO
Aprovado no 3º Edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco, (Funcultura/Audiovisual – 2009/2010), o curso itinerante de História do Cinema no Brasil para professores tem o apoio da Secretaria Estadual de Educação, através da Gerência de Políticas Educacionais do Ensino Médio.

O curso de História do Cinema no Brasil tem como objetivo principal instrumentalizar os professores do ensino médio, buscando incentivá-los a usar o cinema brasileiro como recurso pedagógico em sala de aula. Assim, pretende-se contribuir para a formação de novos públicos para o cinema nacional, valorizando o profissional de ensino e despertando o seu papel de multiplicador do conhecimento no espaço da escola.

FORMATO 
Com duração de cinco dias em  seis municípios de diferentes regiões do estado de Pernambuco, o curso gratuito pretende apresentar um panorama dos principais movimentos, filmes e cineastas brasileiros, desde a chegada do cinema no Brasil no final do século XIX até os dias atuais.

O curso se baseia em aulas expositivas, com apresentação de trechos de filmes, seguidas de debate.  Ao final do curso, os alunos deverão entregar uma resenha breve sobre um dos filmes apresentados e receberão certificados com carga horária total de 20 horas.

PROFESSORA - AMANDA MANSUR
Doutoranda  do  Programa  de  Pós-Graduação  em  Comunicação  da  Universidade Federal de Pernambuco, Amanda Mansur é autora do livro "O Novo Ciclo de Cinema em Pernambuco: a questão do estilo", lançado pela Editora Universitária da UFPE. Com graduação e mestrado em Comunicação Social (UFPE), ela ministrou aulas nos cursos superiores de Publicidade, da Faculdade Marista, e de Cinema nas faculdades Barros Melo (AESO) e Mauricio de Nassau. No mercado audiovisual atua nas áreas de direção, produção e continuidade com cineastas como Guel Arraes, Paulo Caldas e Camilo Cavalcante.  Recentemente, Amanda produziu uma série de 10 programas para televisão, intitulada Olhar, sobre diretores do cinema pernambucano.

Mais informações:  cinecursope@gmail.com

Assessoria de Imprensa:
Daniela Almeida - (81) 85473439 - dani.imprensa@gmail.com